Home Data de criação : 09/04/28 Última atualização : 09/12/16 22:34 / 66 Artigos publicados
 

Novidades  escrito em quarta 16 dezembro 2009 22:34

Pistas que voltam, pistas que estreiam. Várias equipes novas, quatro pilotos brasileiros na Fórmula 1 em 2010. Enfim, é tanto para dizer, que não seria legal falar sobre as novidades de modo abreviado. Prometo aos leitores que falarei com mais profundidade sobre este esporte que tanto amo. Agradeço a paciência de todos que me acompanham.

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Últimos classificados para a Copa da África do Sul  (Europa) escrito em sábado 28 novembro 2009 01:36

Infelizmente meus prognósticos em relação aos jogos da repescagem européia se mostraram acertados. Ou seria melhor dizer parte deles? Depois do desastre que foi a eliminação da seleção russa, confesso que fiquei um tanto cabisbaixo e até chateado. Não saberei explicar em palavras o que sinto em relação a esse imenso país que se divide em dois continentes. Enfim, por outro lado fico feliz pela classificação da Eslovênia. Que não é nenhuma "galinha morta". Tem três jogadores que juntos são perigosos. Valter Birsa, Milivoje Novakovič e Zlatko Dedič. Vejam bem leitores, não estou dizendo que algum dos três seja um craque espetacular. Longe disso. Como o futebol é um esporte coletivo, uma equipe mais arrumada e com alguns talentos pode sim, superar equipes de maior capacidade técnica. E o futebol é um dos poucos esportes em que o time inferior pode aprontar. Birsa é um canhoto de muita habilidade, como o vídeo demonstra neste elástico (entre as pernas) humilhante que ele deu no pobre jogador de San Marino. Me lembrei daquele elástico do Rivellino quando este defendia as cores do Fluminense. Novakovič tem presença física notável na área adversária. Com seus 192 cm e faro de gol. Dedič é um jogador mas rápido, volta mais para buscar o jogo. Mas o pequeno país não conta apenas com três jogadores de bom nível. O bom meia Dalibor Stevanovič entra bem quando precisa. O revelação da seleção, Rene Krhin. Jogador de apenas 19 anos, defende a Internazionale, da Itália. Nas poucas chances que teve com José Mourinho, não decepcionou. Talvez o goleiro Vid Belec receba alguma oportunidade de estar na Copa como terceiro goleiro. Este que também defende a Inter e tem os mesmos 19 anos de Krhin. O futebol por lá vem melhorando gradativamente, lentamente. Mas penso que estão num bom caminho.

Os jogos entre Grécia e Ucrânia foram mesmo como se esperava. Dois jogos ruins tecnicamente, sem tanta emoção. Principalmente para nós que não somos ucranianos ou gregos. Mas que por algum motivo gostamos de um ou de outro. No fim do segundo jogo a Grécia acabou vencendo em Donetsk, no novíssimo estádio do Shakhtar, Donbass Arena. Que deve ser utilizado na Euro 2012, que será disputada na Polônia e na Ucrânia. Bom para desenvolver as estruturas físicas de dois simpáticos países. Voltando ao jogo, foi triste ver depois do apito final, o melhor jogador do time chorar como uma criança sem pai nem mãe. Penso que Andriy Shevchenko merecia se despedir disputando sua segunda Copa. A Grécia vai se basear naquele joguinho fechado. Arrisca pouco, mas quando o faz, chega com perigo. Aliás essa tática covarde vem sendo muito usada até por clubes aqui do Brasil. O que é pior, com sucesso! Depois reclamam que o futebol está chato, blá, blá, blá... No fim o torcedor quer mesmo é um TÍTULO. Não interessa os meios, o que interessa é a taça.

Portugal conseguiu se superar na base da sorte e também da competência. Sem seu principal jogador e craque, Cristiano Ronaldo. Os Tugas deram sorte no primeiro jogo. Pois levaram três bolas na trave, criaram pouco no ataque e a vitória por 1 a 0 sobre a Bósnia acabou sendo lucro. Vedad Ibišević, Sejad Salihović, Edin Džeko e Zvjezdan Misimović não conseguiram desempenhar seu melhor futebol. Fruto da inexperiência e do nervosismo natural que é disputar uma vaga na Copa . Portugal não é uma seleção tradicional e vencedora, nem mesmo na Europa. Mas tem mais tarimba, chegou na semifinal da última Copa. Como um amigo disse, as chances de classificação da Bósnia ficaram nas traves portuguesas. No segundo jogo, até surpreendendo muito, Portugal conseguiu se postar bem em campo e não deixou a Bósnia pressionar como queria. Assim, resta lamentar, para quem torceu muito pela Bósnia como eu. Raul Meireles fez uma grande partida. No fim a vaga na Copa foi merecida. É certo que de português mesmo na seleção só alguns. Deco, Pepe e Liédson, brasileiros dando uma forcinha. Nani e Rolando são de Cabo Verde. São muitos naturalizados.

Por fim, o jogo mais polêmico. Depois de vencer a Irlanda fora de casa, a França jogou muito mal a segunda partida. Robbie Keane fez o belo gol dos irlandeses em jogada trabalhada. Na prorrogação Henry recebe um lançamento forte, era nítido, claro e cristalino e que seria impossível dominar aquela bola com tão pouco espaço. Henry não teve duvidas, deu duas ajeitadas escandalosas na bola com a mão e cruzou para o zagueiro William Gallas que fez o gol e depois ficou até sem graça. A imagem neste link mostra como o lance foi escandaloso: http://colunistas.ig.com.br/futebolfrances/files/2009/11/henry-mao-afp-1024x570.jpg

Não adinta eu ficar aqui clamando por justiça, pedindo mudanças. Afinal, não percebemos a Fifa com tanta vontade assim de diminuir drasticamente os erros humanos. Sim, tecnologia já! Mas muitos não pensam assim. E preferem o futebol como está, cheio de erros grostescos para discutir na segunda-feira. E nada se falar do jogo em si. E ainda tem uns boçais que dizem que se acabarem os erros, acaba a graça do futebol. Esses que procurem outro esporte. A UEFA usa 5 árbitros na Europa Liga, é um teste válido. Os outros dois ficam ao lado do gol, na linha de fundo. Com uma visão bem mais ampla do que acontece na área. Esse já é um passo. Mas falta muito perto do que a tecnologia poderia fazer. Chips na bola e nas chuteiras dos jogadores. Monitor ao lado do gramado para que os humanos passíveis de erros possam analisar e voltar atrás. Por que não? Depois que dêem alguns acréscimos, não acho que a partida ficaria parada tanto tempo. 30 segundos é mais que suficiente para ver as imagens e decidir. Mas isso é apenas um detalhe.

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Sobre o futebol internacional...  (Bola Dentro) escrito em sexta 13 novembro 2009 00:40

Abaixo, um belo texto do meu amigo Leonardo Victorino Netto. Achei de muito bom gosto e interessante, principalmente para que são mais ou menos da nossa geração. Indico: http://www.victorinonetto.futblog.com.br/

O trabalho dele é muito bom, vale a pena conferir! Espero que gostem, boa leitura!

 

Essa semana, conversando com um aluno da 5º série da escola municipal onde leciono, notei como o mundo da bola anda mesmo globalizado. O garoto discutia comigo sobre Real Madrid e Milan, que seria transmitido posteriormente naquela tarde e em meio a uma empolgada conversa, percebi que quando tinha aquela idade, nunca tive um amigo na escola com quem discutir sobre a modalidade no Velho Continente.Aqueles que acompanham o futebol europeu há mais tempo, sabem que até o início da década de 90 era muito mais complicado obter informações sobre o futebol internacional. Naqueles tempos, por exemplo, álbuns de figurinha e os jornais de segunda-feira eram minha grande sacada para conhecer as equipes e seus craques, assim como ficar interado nos resultados e na classificação. Com certeza, os mais velhos começaram com o Campeonato Italiano, transmitido pela TV Bandeirantes nos bons tempos dos “holandeses do Milan” ou dos “alemães da Inter”... Na época em que a Juventus ainda fazia grandes clássicos com o Torino... Que Maradona e Careca quebravam tudo pelo Napoli... Quando o Parma era uma pedra no sapato de muita gente ou que os Silvio’s (Luiz e Lancelotti) ainda eram unanimidades entre a rapaziada. Os que se apegam ao bom futebol, com certeza migraram suas atenções para a Espanha anos depois, quando Romário (ou Ronaldo... Ou Rivaldo...) faziam a alegria da Catalunha (para não falar em Zubizarreta, Koeman, Guardiola, Stoichkov...). Nos bons tempos em que o Real Madrid não precisava do marketing de “galáctico” para fazer valer o peso de sua história (que Casillas e Raul, o quê? Estamos falando de Buyo ou Hugo Sánchez!). Quando o Atlético de Madrid com Caminero, Kiko e Penev... O Valencia de Rafa Benítez... Ou o La Coruña de Djalminha... Não se contentavam apenas com uma “vaguinha” na UCL! O tempo passou e nos últimos anos quem entrou na briga pelo status de melhor liga nacional foi à Inglaterra, abastecida de investimento estrangeiro e atletas comuns aos jogadores de vídeo-game. A Premier League virou cult entre os adolescentes, o Chelsea virou time grande (coisa que nem Zola foi capaz de fazer) com Abramovich, o Liverpool virou desculpa para quem queria bancar o tradicional e o Arsenal um talentoso “jardim de infância”. Enquanto isso o Manchester United cansava de levantar troféus... Sim, é claro que houve John Barnes, Lineker, Eric Cantona ou Shearer (campeão nacional com o BLACKBURN!), mas tudo isso apenas para os mais “velhinhos” e não a grande massa que hoje assiste às partidas da Terra da Rainha (e naquela época ainda devia assistir Power Rangers ou Show da Xuxa).

Os mais fanáticos reclamarão: “E os tempos em que o PSG era o time mais simpático de França? Que o Ajax arrebentava com Van der Sar, Litmanen, Overmars e Kluivert? Que o Jardel reinava absoluto na artilharia do Campeonato Português? Ou que Maradona e Caniggia comemoravam gols com beijos no (e na) Boca? Até mesmo quando Zico era freguês de Kazu na J. League, transmitida pela finada Rede Manchete?”

Enfim, o que de fato não se pode negar é que o futebol internacional (principalmente o europeu!) torna-se cada vez mais comum entre os populares nos últimos anos. Uma afirmação dessas em um mundo que atualmente transmite os gols da UEFA Champions League no Jornal Nacional pode parecer “discurso ideológico de gente velha e rabugenta”, mas na verdade tem como objetivo apenas ressaltar o quão acessível tornou-se acompanhar as partidas disputadas fora do Brasil em universo “realista” (leia-se: composto por TV’s abertas!). O que é extremamente positivo para aqueles que gostam de futebol, independentemente das fronteiras... Mas também é preciso excetuar a alienação decorrente desse processo. Afinal, é cada vez maior o número de “especialistas” no assunto, que surgem sabe-se lá de onde, discutindo minuciosamente as questões táticas, mas que ao mesmo tempo se esquecem de dar atenção a um princípio básico (e que também deveria ser obrigatório no futebol) que é o talento. O jogo bem jogado!

A modalidade atual, centrada no preparo físico intensivo e verdadeiras estratégias de guerra, precisa na verdade é de menos teoria e (muito) mais prática! De mais dribles e menos jogadas ensaiadas. De mais paixão e menos modismo. E não se trata de nostalgia, mas de simplesmente gostar de futebol. Não é preciso chegar ao extremo de torcer pelos Red Devils ou dizer que na Europa só existem “João’s” que não jogariam nem na Série C do Brasileirão. Mas de constatar o quanto é preciso publicidade para encobrir a chatice em que esse jogo vem se tornando. Nada contra a disciplina tática dos demais continentes, mas vender Real Madrid e Milan como um “jogaço de bola” é tapar o sol com a peneira. Assistir Kaká e Ronaldinho Gaúcho fora de suas características, sem arriscar uma jogada individual e mesmo assim serem exaltados na “assessoria de imprensa” que rola nas manchetes esportivas é enjoativo. Saber que foi preciso contribuição direta dos goleiros para ver 5 gols em uma partida é o cúmulo...

E por mais que Real e Milan tenha sido um bom jogo para os padrões atuais (não, eu não sou da turma do Calazans, que acha que Pelé e Garrincha ainda jogam ao comentar futebol!), espero de coração que a atual geração tenha fatos e ídolos inesquecíveis (como os que saltaram de nossa memória durante o texto) para se lembrar daqui alguns anos. E não dormir achando que um carrinho bem dado já valeu o ingresso!!!

 

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Corrida - GP de Abu Dhabi  escrito em segunda 02 novembro 2009 01:35

Hamilton manteve a liderança na primeira parte da corrida. Abandonou com problemas nos freios trazeiros. Assim Vettel assumiu a liderança para não largar mais. Como já era esperado, pouca emoção na pista. Posições inalteradas, exceto por problemas nos carros. Na largada Barrichello acabou tocando em Mark Webber, mas o toque não atrapalhou o rendimento do brasileiro. Com a vitória de Vettel, Barrichello ficou com a terceira posição no campeonato. Para quem já foi vice duas vezes, nem vale lamentar. Apesar de tudo, agradece por ter tido a oportunidade de pilotar este ano. Em 2010, deve ser piloto da Williams, o anúncio deve ser feito nessa semana. Jaime Alguersuari abandonou a corrida após ter entrado no box da equipe errada e ficar sem combustível. 

Veja como ficou a classificação final da corrida:

 

1. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull) - 55 voltas

2. Mark Webber (AUS/Red Bull) - a 17s8

3. Jenson Button (ING/Brawn) - a 18s4

4. Rubens Barrichello (BRA/Brawn) - a 22s7

5. Nick Heidfeld (ALE/BMW) - a 26s2

6. Kamui Kobayashi (JAP/Toyota) - a 28s3

7. Jarno Trulli (ITA/Toyota) - a 34s3

8. Sébastien Buemi (SUI/Toro Rosso) - a 41s2

9. Nico Rosberg (ALE/Williams) - a 45s9

10. Robert Kubica (POL/BMW) - a 48s1

11. Heikki Kovalainen (FIN/McLaren) - a 52s7

12. Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari) - a 54s3

13. Kazuki Nakajima (JAP/Williams) - a 59s8

14. Fernando Alonso (ESP/Renault) - a 1min09s6

15. Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India) - a 1min34s4

16. Romain Grosjean (FRA/Renault) - a uma volta

17. Giancarlo Fisichella (ITA/Ferrari) - a uma volta

18. Adrian Sutil (ALE/Force India) - a uma volta

Abandonaram:

Lewis Hamilton (ING/McLaren)

Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso)

 

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Maravilha!!!  escrito em domingo 01 novembro 2009 00:30

Tivemos um treino agradável e bem disputado no espetacular e maravilhoso circuito de Abu Dhabi. Incrível o que se pode fazer com 50 BILHÕES  de reais. Muito se falou que a pista em si, poderia ser mais desafiadora. Mas tudo ao entorno chama tanta atenção que a pista é só um detalhe. É travada, difícil de ultrapassar. Como a pista é no meio do deserto, é natural ver muitos carros rodando quando escapam do "trilho" mais "emborrachado". As McLarens dominaram completamente os treinos. E não deu outra. Lewis Hamilton fez a pole com sobras. Heikki Kovalainen errou mais uma vez, sepultando de vez suas chances de continuar na principal categoria do automobilismo no próximo ano. As novidades estão todas brotando. Aos poucos vou externando elas aqui. Voltando ao treino, os carros da Red Bull Racing também tiveram um bom desempenho. Seguidos de perto pela Brawn GP. Toyota e BMW melhoraram demais nas últimas corridas. Uma pena que a equipe alemã já tenha anunciado, que não estará na Fórmula 1 no próximo ano. E a Toyota ainda não confirmou se de fato, continuará. Tomara que sim, justamente agora que parece ter aparecido um japonês capaz de fazer algo maior. Kamui Kobayashi demonstrou que sua boa performance em Interlagos, não foi sorte de principiante. Tomara que Rubens Barrichello consiga mais um vice-campeonato. É o mínimo! Vamos torcer para que tudo na Fórmula 1 caminhe para um lado positivo.

Confira o grid de largada para o GP dos Emirados Árabes:

1. Lewis Hamilton (ING/McLaren) - 1min40s948

2. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull) - 1min41s615

3. Mark Webber (AUS/Red Bull) - 1min41s726

4. Rubens Barrichello (BRA/Brawn) - 1min41s786

5. Jenson Button (ING/Brawn) - 1min41892

6. Jarno Trulli (ITA/Toyota) - 1min41s897

7. Robert Kubica (POL/BMW) - 1min41s992

8. Nick Heidfeld (ALE/BMW) - 1min42s343

9. Nico Rosberg (ALE/Williams) - 1min42s583

10. Sébastien Buemi (SUI/Toro Rosso) - 1min42s713

11. Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari) - 1min40s726

12. Kamui Kobayashi (JAP/Toyota) - 1min40s777

13. Kazuki Nakajima (JAP/Williams) - 1min41s148

14. Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso) - 1min41s689

15. Fernando Alonso (ESP/Renault) - 1min41s667

16. Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India) - 1min41s701

17. Adrian Sutil (ALE/Force India) - 1min41s863

18. Heikki Kovalainen (FIN/McLaren) - 1min40s983 *

19. Romain Grosjean (FRA/Renault) - 1min41s950

20. Giancarlo Fisichella (ITA/Ferrari) - 1min42s184

* Kovalainen perdeu cinco posições no grid por precisar trocar a caixa de câmbio.

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